Já encontrei textos meus, guardados neste Baú, em outras páginas da internet e, como estavam com a devida citação da autoria, não me importei; pelo contrário, fiquei contente, afinal, a gente quer ser lido mesmo e, quando o texto é divulgado, ótimo para a gente! Em alguns casos, a pessoa gentilmente deixou um comentário, dizendo que gostou e que iria usar o texto. Melhor ainda!
Mas, esses dias, não é que encontro um texto escrito por mim num outro blog, sem referência alguma à fonte? E mais: vi em vários blogs a dona da página convidando pessoas a irem ao blog dela ler o texto, como se ela o tivesse escrito.
Trata-se de uma lenda de cunho popular que ouvi do escritor Ricardo Azevedo anos atrás. Histórias de cunho popular não têm dono, podem ser contadas e recontadas livremente. Lógico que não sou a autora da lenda, nem se sabe quem é, mas a reescrita dela, como está no meu blog, fui eu que fiz. O trabalho do contador de histórias é dar nova roupagem às histórias que irá recontar e, nisso, ele acaba colocando elementos dele nelas. Foi o que eu havia feito com essa lenda. A versão do meu baú tem coisas (expressões e o final, por exemplo) que fui eu que coloquei, não estavam na versão que eu ouvi nem nas que eu encontrei escritas depois (tanto é que, quando o Ricardo Azevedo me enviou a lenda "dele", vi que as 2 versões ficaram bastante diferentes).
Assim sendo, a pessoa que pegou a lenda para postar no blog deveria, por ética, elegância e educação, colocar uma notinha do tipo “Esta versão é uma reescrita de …., publicada na página…”, indicando, também, que ela havia feito algumas adaptações. Mas não houve nada disso.
Claro que entrei em contato com a blogueira, expus mais ou menos o que acabei de expor aqui, mas não obtive retorno algum. Fui ignorada totalmente e, ainda, ela excluiu meu comentário do blog dela (o que era esperado e não teria o menor problema se ela fizesse a retificação no post) e ativou a moderação de comentários para impedir meus comentários de aparecerem no blog dela. Enviei e-mails, pedi que ela fizesse a retificação, mas, silêncio total. Depois ela colocou no post a introdução de que aquela era uma lenda contada pela avó durante a infância dela… Pode ser, sim, mas, ainda assim, a versão que está lá foi tirada do meu blog.
Fiquei perplexa. Perplexíssima! E o pior é que se trata de uma professora! A gente vê coisas assim acontecerem o tempo todo, mas isso não deveria acontecer e não pode acontecer com alguém que é educador. Fico pensando que valores alguém assim passa para seus alunos…
Mas, nisso tudo, teve uma coisa muito boa, que, de coração, me deixou feliz: vi que, nos novos posts que ela tem publicado, ela tem colocado a autoria e ou a fonte. Ótimo e parabéns para ela! Tomara que ela passe a fazer isso, de agora em diante. Se isso acontecer, fico contente por minhas palavras terem servido para ela pensar e mudar suas atitudes, apesar de ter preferido me ignorar.
Diante do ocorrido, deixo um recado para quem quiser copiar qualquer texto deste Baú. Fique à vontade, os textos estão aqui para serem compartilhados mesmo. Ficarei contente se você gostar de um texto meu e quiser levá-lo para outro lugar. Mas, por favor, não despreze a autoria ou a fonte quando for o caso. Isso com textos de qualquer pessoa, não importa o quanto ela é conhecida. Eu posto textos no meu blog de outrem, mas nunca deixo de colocar a autoria e ou a fonte.
Tenho certeza de que os meus leitores, aqueles que vêm aqui sempre ou de vez em quando, têm total consciência disso e jamais fariam isso. Peço até desculpas a eles por este artigo. Acredito que a maioria de outros visitantes também não fariam. Mas, como, infelizmente, aconteceu de uma pessoa passar por aqui e não ter demonstrado esse cuidado, deixo este pedido.
Obrigada a todos. Um abraço!