17.11.09

1ª Paraliteratura - Feira de Incentivo à Leitura

Esta feira promete… Vou participar, contando histórias. Vai ser muito legal!!! Em breve, colocarei a programação.

Carmélia Cândida    13:32:47 — Arquivado em: Eventos


16.11.09

Esteja em paz, Ney!

No último sábado, 14/11, foi sepultado, com muita tristeza e comoção, o jovem Sidney Aparecido de Paulo, o Ney, muito popular em Pará de Minas entre, principalmente, fãs de rock pesado, piercings e tatuagens. Ney era proprietário da MegaBell, uma loja especializada em piercings e tatuagens e também ponto de encontro entre amigos, e tinha apenas 30 anos.

Ele se foi cedo demais.  Que esteja bem e em paz. Que Alcides, irmão que tinha Ney como filho, e familiares encontrem conforto e força que precisam para superar toda essa dor.

Registro aqui um poema do próprio Ney, de 2006.

                MOMENTO DE DECISÃO

Tenho certeza que tenho certeza

 

Tenho certeza que questiono

 

Não tenho certeza do que quero

 

Não estou certo se tenho certeza. (NEY)           

 

  Esteja bem e em paz, Ney!

 

Carmélia Cândida    12:23:55 — Arquivado em: Sem categoria


Um olhar sobre a constituição do universo ficcional em As Parceiras de Lya Luft

Iara Christina Silva Barroca, com quem estudei no curso de Letras e que se tornou minha amiga,  lançou o livro "Um olhar sobre a constituição do universo ficcional em As Parceiras de Lya Luft" (Editora Annablume), no último dia 31 de outubro, no Café da Livraria da Travessa, em Belo Horizonte.  Infelizmente, não pude ir ao lançamento, mas soube que a obra recebeu elogios de críticos literários e foi muito bem recebida pelo público (saiu uma matéria  no caderno PENSAR do Jornal ESTADO DE MINAS do dia 31 de outubro).

Pelo que conheço de Iara, certamente trata-se de um trabalho  bem feito e de qualidade. Estou ansiosa para ler.  O livro está disponível para vendas on line em http://www.annablume.com.br/comercio/product_info.php?products_id=1251&PHPSESSID=d96e0b612107e52882a3c896f3f64da1

Parabéns à Iara! Sei que esse é apenas o primeiro dos muitos livros que virão.  Essa moça tem muito brilho pela frente.

Um grande beijo, Iaiá!!!

 

Carmélia Cândida    07:54:48 — Arquivado em: Eventos


Quem é, não precisa ficar anunciando

Quem fica falando demais que "é isso", que é "aquilo", geralmente não é. Porque o que diz o que uma pessoa é ou não é são suas atitudes e não o que ela fica afirmando e reafirmando sobre si. "Eu sou assim…. eu sou… eu sou…" que canseira!  Se é, por que tem necessidade de ficar se assegurando de que os outros vejam isso o tempo todo? Seria uma forma de tentar convencer a si mesmo de que se é o que se anuncia?

 

Carmélia Cândida    07:25:01 — Arquivado em: Observações e impressões


11.11.09

Achados preciosos - clipes para crianças de todas as idades

Depois de muito procurar pela internet (horas de pesquisa), consegui encontrar uns clipes muito legais para baixar e montei um DVD lindo, lindo. Ficou apaixonante! Amei!

Farei a gentileza de postar os links aqui para os ilustres leitores deste blog. São eles:

Aquarela - Toquinho - do DVD Toquinho no mundo da criança. Uma animação linda dessa música que captou muito bem o que a fantasia pode fazer com a gente.

   http://www.megaupload.com/?d=DQA23WGU

 

 Fico assim sem você -  nem é preciso falar muito. Adriana Partimpim. Uma doçura. ttp://rapidshare.com/files/98607115/Adriana_Calcanhoto_-_Fico_Assim_Sem_Voc___Valdo_.rar

 

João e Maria -  Linda música de Chico Buarque e Nara Leão em uma animação que é uma graça! Esse é do youtube.  Se não sabe baixar, faça assim para salvar o vídeo sem instalar programa:

Na página do vídeo, vá à barra de endereços e substitua a palavra "YOUTUBE" por "voobys".  No mesmo instante aparecerá a janela de download. Dá certinho!

 http://www.youtube.com/watch?v=yd1R2LiD-as

 

DVD Galinha Pintadinha - Bem bonitinho. Animações lindas de músicas como "O sapo não lava o pé", "A barata mentirosa", "Marcha soldado", "Pintinho Amarelinho" e várias outras.

 

http://www.megaupload.com/?d=842Y5R9A

 

 

 

DVD Clipes Palavra Cantada -    Clipes de músicas como "Sopa", "Criança não Trabalha, Pindorama, Rato, Ora Bolas, Eu e Fome Come" e mais três canções gravadas. O DVD  tem clipes que foram produzidos para um especial da TV Cultura em 1999; 3 canções gravadas ao vivo em um show realizado em 2001; e clipes da Produtora Pinguim. No total, são 12 clipes. IMPERDÍVEL DEMAIS!!!

 

http://www.4shared.com/file/41764679/5cf087a5/Show_Palavra_Cantada.html?cau2=403tNull

 

Bom proveito!!!

Carmélia Cândida    16:07:09 — Arquivado em: Download de músicas


Participação na Semana Acadêmica - UFV

  Nota publicada no Jornal Diário (Pará de Minas-MG) de hoje, 11/11/09

 

Pará-minenses participam de Semana Acadêmica na Universidade Federal de Viçosa

 

A contadora de histórias pará-minense Carmélia Cândida e a educadora Jaquelina Amaro,  residente em Pará de Minas, estiveram presentes na Universidade Federal de Viçosa (UFV) no último final de semana, participando da “III Semana Acadêmica − Educação Infantil Novos Olhares”,  promovida pelo Centro Acadêmico de Educação Infantil da universidade.  Carmélia Cândida ministrou uma oficina sobre a arte de contar histórias. Segundo Carmélia, o trabalho dela foi muito bem recebido. “Foi excelente. A turma foi bastante receptiva, houve muito interesse pelas atividades e voltei de lá com propostas para outros trabalhos. Foi bastante positivo” – disse Carmélia.  Jaquelina Amaro também se mostrou muito satisfeita com o trabalho e pretende voltar no ano que vem. Além de alunas da universidade, participaram das oficinas estudantes de outras cidades que foram a Viçosa participar da semana acadêmica e educadoras da região. Ao que tudo indica, a participação de Carmélia e de Jaquelina foi um sucesso!

 

 Carmélia Cândida entre as alunas da oficina “A arte de contar histórias”, na UFV, no último dia 7 de novembro.

Carmélia Cândida    08:13:49 — Arquivado em: Eventos


20.10.09

Biblioteca do Povo - 3 - Pará de Minas

 

Soube que o Projeto Biblioteca do Povo, lançado em Pará de Minas em agosto de 2009, infelizmente não está indo  bem.  Um motivo é que as pessoas estão demorando demais para devolver os livros ou não estão devolvendo; outro é que estão fazendo da biblioteca depósito de lixo, levando  para as prateleiras material de péssima qualidade, revistas sujas, rasgadas e até caderno escolar que não serve mais, ou seja, resultados de limpezas de gavetas/armários. E livros bons, de qualidade, quase nada tem aparecido mais.

 

O problema com a devolução dos livros já era até esperado, mas isso poderia ser contornado se houvesse investimentos  consistentes de empresas no projeto. Além disso, a ideia de deixar o leitor livre tanto para pegar como para devolver o livro, acredito eu, é para, além de facilitar os empréstimos, estimular as pessoas a cuidarem dos livros  com  responsabilidade e consciência, uma vez que não são impostas sanções a quem não devolvê-los – e isso é bastante interessante. Quanto ao segundo problema, lamentável, a única maneira de tentar resolvê-lo  seria fazendo-se  muitas campanhas pela cidade e dando tempo para as pessoas entenderem o “espírito da coisa”.

 

Eu aplaudi e incentivei o projeto desde que soube dele e, como já disse, torço muito para ele dar certo.  Mas vejo outro motivo, se as empresas  que o idealizaram não  investirem – financeiramente - de fato nele, não haverá chance de ele prosseguir. Simplesmente porque é impossível querer colocar quatro estantes na cidade  apenas com livros doados. Não só em Pará de Minas, mas em todo o país, a maioria das pessoas não compra livros. Livro é caro, não entra nas necessidades básicas – essa é a realidade, além de a leitura não ser hábito da maioria das pessoas. E aí cai na velha história: como  dar o que não se tem?

 

Então eu acho que a Unimed, que colocou o nome do projeto, assim como as empresas “parceiras”,  tinham que entrar com dinheiro para  comprar livros.  A Academia de Letras não tem, a secretaria de Cultura deveria ter, mas também não tem.  Então, se a Unimed está levando o nome dela no projeto, o esperado é que ela investisse nele, porque apenas idealizar e deixar para o povo toda a responsabilidade de montá-lo e mantê-lo é fácil. E, aí, se ele não der certo, fica parecendo que  é apenas por causa das pessoas, que não estão colaborando. Mas a coisa não é bem assim… E a Unimed não parece desprovida de  condições de fazer uma boa compra de livros…   assim como várias outras empresas que poderiam fazer parte da empreitada.

 

É uma pena tudo isso…  Qual será o destino da biblioteca?… Vamos esperar que seja o melhor possível. É uma ideia muito boa para ser perdida, e isso não pode acontecer.

 

 

 

Carmélia Cândida    12:28:19 — Arquivado em: Sem categoria


8.10.09

Trilha sonora do filme Cidade dos sonhos

Para baixar a trilha sonora  do filme siga o link: http://rs469.rapidshare.com/files/262326577/Mulholland.rar

Obs.: não consta a canção Sixteen Reasons, de Connie Stevens, mas ela está disponível neste link: http://www.4shared.com/file/138533260/2ef8cab2/Sixteen_Reasons__-_Connie_Stevens.html

Carmélia Cândida    14:05:13 — Arquivado em: Download de músicas


Cidade dos sonhos

Numa relação de filmes guardada neste baú,  coloquei o filme “Cidade dos sonhos”, de 2001, dirigido por David Lynch, e  uma ilustre leitora pediu que eu expusesse a leitura que fiz do filme. Assisti-o novamente, e aqui vai…

 Atenção: este post CONTA o filme; portanto, é para quem já o assistiu, ok? Quem não viu e quer ver, o link para baixá-lo é: http://www.megaupload.com/?d=8XRZA7IF

(Formato: rmvb – legendado – Obs.: se tiver problemas com a legenda, posso ajudar)

 Naomi Watts

 Nas primeiras duas horas do filme tudo é apenas o sonho de Diane Selwyn (Naomi Watts).  Uma das evidências disso, embora possa “passar batido”, é  uma pequena cena no início do filme  que nos dá a visão de uma câmera aproximando-se de uma cama, de um travesseiro, no qual vai se afundando, e fica tudo escuro depois. A visão da câmera é, no caso, a visão de alguém que se deita e adormece. Após esse alguém, que no caso é Diane, mas que no sonho chama-se Betty,  adormecer (ficar tudo escuro), vem surgindo  outra imagem que é o início do sonho de Diane. Após as quase duas horas de sonho, um personagem, também do sonho, diz “Ei, mocinha, hora de acordar!” Aí vemos Diane, que não sabemos ainda que tem esse nome, acordar. A cama, o lençol, o travesseiro são os mesmos da cena inicial, ou seja, a moça dormiu, sonhou e acordou.  E é no quem vem depois, nos últimos 20 minutos do filme,  que será revelada a história real, envolvendo os personagens do sonho, mas com acontecimentos bem diferentes dele. E qual foi a história verdadeira de Diane?

 Ela realmente foi de Ontário (Canadá) para Los Angeles porque queria ser atriz, após a morte da tia, Ruth.  Recebeu uma herança, mas  nada demais, pois ela mora num apartamento pobre, bem diferente daquele lindo do sonho. Fez teste para atriz para o filme “A história de Silvia North”, porém quem ficou com o papel principal foi  Camilla Rodhes que, no sonho, é Rita (Laura Harring).  Ela fica conhecendo Camilla, torna-se amiga dela e, depois, namorada ou amante, e Camilla consegue pontas para Diane nos filmes que faz.  Mas depois Camilla a deixa para ficar com o diretor de outro filme do qual participa, Adam Kesher, e Diane não aceita o término do relacionamento. Sentindo-se humilhada por ter sido abandonada, trocada, Diane contrata um assassino profissional para matar Camilla, que o faz.  Após a morte de Camilla, Diane  fica muito mal.  Solitária, triste, sente remorsos e fica atormentada pelas lembranças; tudo o que aconteceu parece ser demais para ela. Entra em desespero e suicida-se.

 Considerações:

1. No sonho de Diane, ela é Betty e está sempre sorridente, é doce, encantadora, tudo vai dando certo e parece perfeito para ela.  A casa da tia é toda bonitinha e aconchegante. Camilla aparece frágil, perdida, dependente de Betty, que lhe oferece todos os cuidados.  Tudo é como Diane sonhou, como gostaria que fosse. Num teste que faz para atriz, todos se encantam com ela,  achando-a muito talentosa. O diretor que faz o teste e que se encanta com ela, Bob Rooker, é o mesmo que a descartou na vida real no teste para o filme “A história de Silvia North”, escolhendo Camilla. E ela coloca Adam Kesher, aquele com quem Camilla se envolve, em situações humilhantes e ridiculariza-o. No sonho, ela não participa do teste para “A História de Silvia…” e é Adam o diretor do filme. A Camilla que aparece tem outro rosto, e foi recusada pelo diretor, mas ele teve que aceitá-la  porque foi obrigado (uma explicação de Diane para Camilla ter sido escolhida).

 2. Depois que Diane acorda,  temos  as cenas do  presente que mostram Diane no apartamento fazendo café, chorando, se masturbando, entrando em desespero e se suicidando.  Entre esses acontecimentos, há lembranças de Camilla e de uma festa, que são cruciais para entendermos  o que realmente se passou (há também uma cena do passado em que ela negocia com o assassino). O cinzeiro em forma de piano identifica o que é presente e o que é passado no apartamento.  Logo que Diane acorda, a vizinha vai  buscar  coisas no apartamento de Diane, e leva o cinzeiro embora. Mais tarde, quando Diane e Camilla  estão juntas no sofá, o cinzeiro está lá, ou seja, aquilo já passou. A cena das duas mostra quando Camilla terminou o romance com Diane e como Diane não aceitou.  Camilla propõe o término, Diane não aceita e diz “É ele, né?”. Logo em seguida, vemos uma cena de gravação de um filme  trazendo  Camilla como a estrela aos beijos com Adam,  e Diane como coadjuvante. A cena certamente não aconteceu como mostrada; mas é como Diane a viu e serve para indicar que Camilla a deixou por causa de Adam e que se tornou uma atriz famosa. Em seguida, volta a lembrança das duas brigando. Na cena da festa também há delírios de Diane, como a forma como Camilla e Adam se beijam após ele anunciar o casamento dos dois e o beijo entre Camilla e outra atriz, mas ali  é revelado mais sobre a história das duas.

 3. A caixa azul.  Há muita coisa  envolvida com a caixa azul e a chave… Algumas possíveis:

 1- É evidente que a chave significa a morte de Camilla, pois o assassino disse para Diane que, quando o serviço fosse concluído, a chave seria entregue para Diane (logo que ela acorda, vemos a chave em cima da mesa de centro). No sonho, Camilla carrega uma bolsa com dinheiro e a chave (só que uma chave fina, chique; na realidade, uma chave comum). O dinheiro, o que Diane  pagou para o assassino; a chave, o sinal da morte de Camilla. E ela os carrega por quê?  Porque o inconsciente de Diane  quer dizer que Camilla é a responsável pela própria morte, pois foi ela (suas atitudes) que levaram-na a morrer.  Quando Diane, no fim do filme, olha para a chave em desespero, é como se ela estivesse olhando para a morte de Camilla.

 2- Na primeira parte, a do sonho, a chave é um mistério, pois não sabemos o que ela abre. O fato de tudo ser apenas um sonho é um segredo para o espectador. Quando a caixa é encontrada e a chave se encaixa nela, abrindo-a, termina esse mistério (segredo) para o espectador, pois ele  descobre logo nas cenas seguintes que Diane estava apenas sonhando. Abrindo-se a caixa − terminado o mistério da chave −  irá se abrir para o espectador toda a  verdade.  Detalhes: 1. Quem detinha a chave era Rita, que também era misteriosa no sonho; mas quem encontra a caixa é Diane, ou seja,  a chave (no sentido de solução) para todos os mistérios quem dá é Diane, pois era ela quem estava criando a falsa história em seu sonho. 2. Quando Rita abre a caixa, a impressão é de que ela e tudo que havia até então é sugado para dentro da caixa, que se fecha em seguida, caindo no chão, ou seja, tudo que havia sido mostrado até ali ficou para trás, fechou-se dentro da caixa e acabou.

 Bem, há ainda bem mais coisas para se falar sobre “Cidade dos sonhos”. O que eu fiz foi uma abordagem do que pude observar de mais importante. Não entendi por que o mendigo aparece com a caixa azul na mão ao fim do filme nem por que Diane desaparece quando Rita está para abrir a caixa. Certamente há inúmeros outros detalhes a serem comentados… o espaço está livre para isso.  Fique à vontade.

Carmélia Cândida    10:28:00 — Arquivado em: Filmes/séries


7.10.09

Viver a vida - Tudo tão doce e lindo!

Viver a vida é tão doce, lindo e  glamouroso ao ver os personagens e os cenários da nova novela no Manoel Carlos! Todos são bonitos, virtuosos, ricos. Os  “pobres”  da novela são saudáveis, belos, bem nutridos, bem vestidos, letrados e elegantes. O Rio de Janeiro é tão  colorido e com cores tão  vivas em suas belas paisagens, tão charmoso que parece um lugar  encantado e de sonhos. Que lindo deve ser viver ali!

 “Amor, pilotar uma lancha sozinha dá uma sensação incrível de liberdade! Estou tão feliz!”

 “Pegue seu helicóptero agora e deixe essa mansão aqui em Búzios para tratar dos seus negócios no Rio de Janeiro.”

 Ah… que ilusão tudo isso!  Que mundo distante do mundo da maioria dos brasileiros! São até interessantes as histórias do Manoel Carlos. Ele sabe abordar  bem temáticas femininas.   Eu, mesmo não sendo do tipo que vê novelas, assisti a algumas que ele escreveu.  Mas vi algumas cenas de “Viver a vida” e achei tudo muito chatinho e cansativo. Talvez pela artificialidade do todo, talvez pela fórmula já estar gasta, talvez pelo excesso de perfeições.

 Novelas assim são ótimas, assim como as revistas do tipo "Caras", … ótimas para mostrar  a nós, a maioria dos brasileiros, o quanto somos pobres, mal vestidos e pouco viajados.

 Acho que a Helena da vez está muito fraca. Mas a novela deve emplacar, pois é a “novela das oito” e não é nada difícil agradar o grande público. E você, concorda comigo? Ou acha que não há nada do que falei?

 

Carmélia Cândida    09:31:57 — Arquivado em: Observações e impressões


18.9.09

Menina bonita do laço de fita, qual é seu segredo para ser tão pretinha?

Neste sábado, 19/09, o programa Caixa de Ideias, da TVI, contará com uma participação minha, superespecial, tendo um dedo de prosa com o apresentador, Jorge Faria, e contando a história de uma menina linda, linda, que deixa um coelho branco (que é uma graça) en-can-ta-do!  É uma história apaixonante!

Imperdível!!! Não deixem de assistir!

Atenção: o programa vai ao ar no sábado, às 11 horas, e é reprisado no domingo, às 14h.

Carmélia Cândida    20:12:34 — Arquivado em: Sem categoria


12.9.09

No limite, Jogo Duro e Dicas do Bola - Aff

Deus me livre de programas como No limite e Jogo Duro, da Rede Globo! No limite, " vá lá". Porque tem até umas coisas interessantes e tal; mas aquela prova em que os participantes tiveram que comer ovo galado…  tirou todo o "direito" do programa de ser assistido. Aquilo foi um absurdo. Uma crueldade e humilhação sem tamanho.  Ovo galado não é comida de gente em lugar nenhum do mundo, e os participantes deveriam ter sido mais respeitados e não terem sido sujeitados àquilo. Está certo que eles estão lá por vontade própria, esperam ganhar algo com o programa, mas não é por causa disso  que a dona Globo deve se aproveitar da situação e passar dos limites. Poderiam ter oferecido coisas exóticas, feias, mas que fossem realmente comida de gente.  Não precisavam ter ido tão longe.

O tal Jogo Duro, que estreou há pouco tempo e graças a Deus já saiu do ar, foi pior ainda.  Comecei assistir no primeiro dia, mas não dei conta de ver até o final. Que que é aquilo? Pessoas fechadas em espaços nojentos e ou medonhos,  catando dinheiro no meio de bichos assustadores? Dinheiro vale tudo isso??? Aonde vamos parar desse jeito, meu Deus? É degradação demais para o ser humano.  Fiquei horrorizada.  Um programa que se resume em ver o  outro em situações angustiantes, humilhantes? Pelo jeito, a Globo esperava que as pessoas iriam se divertir com aquilo, iriam gostar. Mas eu quero acreditar que não foi assim, afinal, o programa já acabou.

Outra coisa de péssimo gosto são os quadros de "dicas" com o Marcos Chiesa (Bola) no Pânico na TV. Que coisa mais feia, mais esdrúxula! Para mim, o Marcos Chiesa é um babaca em fazer aquelas dicas. A galera do Pânico é inteligente. Eles têm condições de fazer coisas interessantes, mas põem aquilo lá. Mas o que mais me espanta é saber que há público que gosta.  Me espanta porque tenho dificuldade em entender como se pode achar graça em ver outra pessoa sendo usada como se fosse uma coisa qualquer, em ver a pimenta ardendo nos olhos do outro. Mas, não tem  o ditado "pimenta nos olhos dos outros é refresco"? O sucesso desse quadro comprova que o ditado tem sentido.

Eu acho muito triste isso de pessoas gostarem de ver o sofrimento do outro. Já  tem tanta desgraça pra ser ver na tevê, é só assistir a qualquer jornal.  Ninguém precisa disso no entretenimento, quando se trata de situações que são reais para alguém (os participantes).  Quem poderia fazer algo por isso seria apenas o público,  simplesmente não assistindo aos programas. Mas, como há gosto para tudo… respeitemos o gosto dos outros. Eu respeito, mas nem sempre  os entendo.

Carmélia Cândida    13:26:48 — Arquivado em: Observações e impressões
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