8.2.10

Sobre a arte e sobre ter razão

"A arte existe porque a vida não basta."

                        "Não quero ter razão, eu quero é ser feliz."

                                                                                                                    (Ferreira Gullar)

Página do poeta: http://www.sormvb.net/search/label/Com%C3%A9dia , onde você poderá ler poesias (e ouvir algumas), crônicas e ensaios do autor, entre outras coisas.

Carmélia Cândida    13:18:56 — Arquivado em: Frases


DVD Vanessa da Mata (Multishow ao vivo): DEMAIS!!!

  
DVD Vanessa da Mata Multishow ao vivo
Direção musical:  Kassin e Mario Caldato
Direção geral : Joana Mazzucchelli.
 
Lindíssimo o  O DVD foi gravado em Paraty (RJ). O show começou à tarde. O palco, montado bem ao lado de uma igreja histórica, recebeu decoração belíssima de flores penduradas, formando uma romântica teia de flores. O cenário foi perfeito. A tarde foi caindo, a noite chegando, o público aumentando. Vanessa, ma-ra-vi-lho-sa, com aqueles figurinos belíssimos, cantou mais ainda lindamente que o normal. Nota máxima!!!
 
 
Para baixar o DVD, o link pode ser encontrado neste blog:
 
 

 

Carmélia Cândida    12:45:21 — Arquivado em: Download de músicas, Variedades


1.2.10

Montanhas e pedras

"Não tropeçamos nas grandes montanhas, mas nas pequenas pedras."

Augusto Cury

Carmélia Cândida    13:49:47 — Arquivado em: Frases


Fiquei perplexa!

Já encontrei textos meus,  guardados neste Baú, em outras páginas da internet e, como estavam com a devida citação da autoria, não me importei; pelo contrário, fiquei contente, afinal, a gente quer ser lido mesmo e, quando o texto é divulgado, ótimo para a gente!  Em alguns casos, a pessoa gentilmente deixou um comentário, dizendo que gostou e que iria usar o texto.  Melhor ainda!

 

Mas, esses dias, não é que  encontro um texto escrito por mim num outro blog, sem referência alguma à fonte?   E mais: vi em vários blogs a dona da página convidando pessoas a irem ao blog dela ler o texto, como se ela o tivesse escrito.

 

Trata-se de uma lenda de cunho popular que ouvi do escritor Ricardo Azevedo anos atrás.  Histórias de cunho popular não têm dono, podem ser contadas e recontadas livremente.  Lógico que não sou a autora da lenda, nem se sabe quem é, mas a reescrita dela, como está no meu blog,  fui eu que fiz. O trabalho do contador de histórias é dar nova roupagem às histórias que irá recontar e, nisso, ele acaba colocando  elementos dele nelas. Foi o que eu havia feito com essa lenda. A versão do meu baú tem coisas (expressões e o final, por exemplo) que fui eu que coloquei, não estavam na versão que eu ouvi nem nas que eu encontrei escritas depois (tanto é que, quando o Ricardo Azevedo me enviou a lenda "dele",  vi que as 2 versões ficaram  bastante diferentes).

 

Assim sendo, a pessoa que pegou a lenda para postar no blog deveria, por ética, elegância e educação, colocar uma notinha do tipo “Esta versão é uma reescrita de …., publicada na página…”, indicando, também, que ela havia feito  algumas adaptações.  Mas não houve nada disso.

 

Claro que entrei em contato com a blogueira, expus mais ou menos o que acabei de expor aqui, mas não obtive retorno algum. Fui ignorada totalmente e, ainda, ela excluiu meu comentário do blog dela (o que era esperado e não teria o menor problema se ela fizesse a retificação no post) e ativou a moderação de comentários para impedir meus comentários de aparecerem no blog dela. Enviei e-mails, pedi que ela fizesse a retificação, mas, silêncio total. Depois ela colocou no post a introdução de que aquela era uma lenda contada pela avó durante a infância dela… Pode ser, sim, mas, ainda assim, a versão que está lá foi tirada do meu blog.

 

Fiquei perplexa. Perplexíssima! E o pior é que se trata de uma professora! A gente vê coisas assim acontecerem o tempo todo, mas  isso não  deveria acontecer e não pode acontecer com alguém que é educador. Fico pensando que valores alguém assim passa para seus alunos…

 

Mas, nisso tudo, teve uma coisa muito boa, que, de coração,  me deixou feliz: vi que, nos novos posts   que ela tem publicado, ela tem colocado a autoria e ou a fonte. Ótimo e parabéns para ela!  Tomara que ela passe a fazer isso, de agora em diante. Se isso acontecer, fico contente por minhas palavras terem servido para ela pensar e mudar suas atitudes, apesar de ter preferido me ignorar.

 

Diante do ocorrido, deixo um recado para quem quiser copiar qualquer texto deste Baú. Fique à vontade, os textos estão aqui para serem compartilhados mesmo. Ficarei contente se você gostar de um texto meu e quiser levá-lo para outro lugar.  Mas, por favor, não despreze a autoria ou a fonte quando for o caso. Isso com textos de qualquer pessoa, não importa o quanto ela é conhecida.  Eu posto textos no meu blog de outrem, mas nunca deixo de colocar a autoria e ou a fonte.

 

Tenho certeza de que os meus leitores, aqueles que vêm aqui sempre ou de vez em quando, têm total consciência disso e jamais fariam isso. Peço até desculpas a eles por este artigo. Acredito que a maioria de outros visitantes também não fariam. Mas, como, infelizmente, aconteceu de uma pessoa  passar por aqui e não ter demonstrado esse cuidado, deixo este pedido.

 

Obrigada a todos. Um abraço!

 

Carmélia Cândida    13:38:43 — Arquivado em: Observações e impressões, Pessoal, Variedades


22.1.10

Um Fusca no meio do caminho

No meio do caminho tinha um Fusca…

Tinha um Fusca no meio do caminho… 

No meio do caminho tinha um Fusca! 

O Fusca estava lá…

E o trânsito não fluía.


(Desculpem-me os apaixonados por Fusca ou os que têm um… mas não resisti…)

 

Carmélia Cândida    12:23:28 — Arquivado em: Observações e impressões, Poemas


21.1.10

Não tenho tempo!

 Falta de tempo. Quantos encontros, quantas visitas, quantas conversas e inúmeras coisas boas deixam de acontecer em nome da falta de tempo?   A falta de tempo é uma praga em nossos dias. Por causa dela, pode-se evitar quase tudo. E fica tudo bem.

“Não posso. Não tenho tempo.” “Ia te ligar, mas não estou tendo tempo pra nada…” “No ano que vem, vou estar mais tranquilo. No mês/ano que vem  terei mais tempo para você.” Essas são justificativas que costumamos ouvir com grande frequência o tempo todo. Elas ficam cada vez mais comuns e mais frequentes. E o conveniente é que já se criou um consenso em que basta a pessoa alegar o problema do tempo que está tudo justificado; o argumento é decisivo, afinal, todo o mundo está sofrendo do mesmo mal e, por isso, qualquer pessoa entende quando a outra não tem tempo.
 
É inegável que a maioria das pessoas estejam cada dia mais ocupadas. É verdade que, às vezes, falte mesmo tempo para darmos conta de todos os compromissos que gostaríamos de assumir. Mas o problema é que a justificativa da falta de tempo está se tornando clichê. Torna-se, muitas vezes, desculpa para a pessoa quando ela não fez algo que poderia ter feito ou quando não está disposta a fazer, pois é muito conveniente e compreensível usar o fator “falta de tempo”. E isso é ruim, pois transforma-se o “isso eu não quero fazer, eu não estou com ânimo para isso” ou mesmo o “isso eu até gostaria de fazer, mas há inúmeras outras coisas que quero fazer primeiro”, para o “eu não tenho tempo para isso”. O “não tenho tempo” tornou-se a solução para o que não queremos fazer ou para o que queremos deixar para   fazer depois (que, muitas vezes, não chegamos a fazer).
 
E não vemos nada de mais nisso. Falta de tempo faz parte da modernidade. É normal. Que bom! Podemos deixar de fazer o que quisermos tendo uma boa justificativa! Nem precisamos ser atenciosos e corteses com os outros! Afinal, não temos tempo!!! Gastar menos de dois minutos com um e-mail agradecendo àquela amiga distante que gentilmente me enviou um livro de receitas (ela sabe que adoro receitas!)? Não, não tenho tempo! Telefonar para dizer que não aceitarei aquele convite? Não, não tenho tempo! Retornar a um telefonema? Não, não tenho tempo! Ligar justificando minha ausência num compromisso? Não, não tenho tempo!
 
Que pena que seja assim…
 
Não precisamos aceitar tudo que nos é sugerido. Não precisamos nem devemos atender a tudo que nos pedem. Nem temos que fazer o que não queremos. Cada um tem o direito de escolher suas prioridades e ninguém tem nada a ver com isso. É saudável dizer não.   Mas que sejamos honestos com nós mesmos e que não usemos sempre a falta de tempo como desculpa para o que não queremos fazer ou para o que queremos adiar. E, se as tarefas estão demais e se realmente está faltando tempo para tudo, que reavaliemos nossas atribuições e achemos uma maneira de diminuir o fardo, pois a vida passa depressa e o que vai valer a pena no fim de tudo é o que e o como vivemos.
 
E, principalmente, que não percamos as gentilezas. Falta de tempo não pode ser justificativa para falta de atenção e de cortesia. Não custa nada ser atencioso com os outros. Às vezes bastam algumas palavras, um retorno, alguns minutos. E isso não vai fazer diferença na sua vida agitada, a não ser, talvez,   te deixar mais próximo do outro ou fortalecer ou ampliar seu círculo de amizades. 
 
Que muitos de nós estão com menos tempo, é fato. Mas que muitas pessoas fazem disso desculpa para as coisas mais simples, também é fato. Que saibamos conviver com a falta de tempo sem deixar  que ela afete nossa cortesia, nossas boas maneiras para com os outros. Um pouco de atenção e gentileza não custam nada, nem tempo. 
 
Carmélia Cândida    12:49:22 — Arquivado em: Crônicas, Observações e impressões


14.1.10

Belíssimo conto de Bartolomeu Campos Queirós. Pura poesia!

Há muitos e muitos anos, não muito longe daqui, vivia uma menina que sonhava em ter a Lua. E, por mais que a mãe lhe dissesse que a Lua ficava longe e era fria, mais a menina chorava e pedia.

Para distrair a filha, a mãe tecia e bordava seus vestidos com luares de prata, pacientemente. O pai enfiava em fios de seda pérolas brancas e lisas, cultivadas em conchas, para o colar da menina. Mas nada trazia a felicidade para a filha, que sonhava, dia e noite, noite e dia, em ter a Lua, mesmo sendo longe e fria.

Muitas vezes, buscando consolar a menina, a mãe dizia: "Filha minha, o caminho da Lua é muito dentro da noite. Em seu escuro, além de estrelas e constelações, grandes dragões cortam as estradas com raios, trovões e labaredas. Nas nuvens da noite dormem morcegos com asas longas, capazes de esconder outros vampiros e demônios." Mas nada desviava o desejo da menina de morar na Lua, mesmo sendo longe e fria.

Uma tarde o pai não voltou do trabalho. Perdeu-se nas sombras da floresta colhendo os frutos mais saborosos, fabricados pela ternura das estações, para presentear à filha. A noite já andava alta, e a mãe, debruçada na janela, com os olhos fixos no caminho que traria o esposo, caiu em um sono grande e mais profundo que o firmamento. E a menina, sonhando com a Lua, aproveitou o descuido dos pais e tomou o caminho de São Tiago, buscando a Lua, longe e fria. A estrada era feita de neblina e poeira de estrela, brilhante como o vidro. Mas entre uma estrela e outra havia o nada. E o nada era imenso e vazio.

Ela assentou-se na primeira estrela, debruçada sobre a noite. Muito triste, começou a chorar. E seu intenso pranto choveu por sobre a Terra. E eram tantas as lágrimas que um oceano, salgado e misterioso, se formou.

A mãe da menina, com medo de se afogar, pediu ajuda aos céus e transformou-se em espírito das águas. O pai, sem a esposa e a filha, cheio de amor, salvou-se em um pequeno barco e passa as noites e noites navegando nos mares, procurando a mulher e a menina querida.

Naquela noite, os soluços da menina chamaram a atenção de um  cavaleiro que galopava pelas estradas de São Tiago. Escutando o pranto, cheio de pena, aproximou-se da menina. Adivinhando o seu desejo de ter a Lua, mesmo sendo longe e fria, oferece-lhe ajuda. A  menina montou na garupa do cavalo branco. E, como o cavaleiro era São Jorge, não foi difícil chegar à Lua.

E até hoje, se a noite é clara, a menina desce com a Lua para o fundo dos mares, rios e oceanos, visita o espírito das águas e ilumina o caminho para o pescador de estrelas.

 

Este texto faz parte do Livro "Faca afiada", do escritor Bartolomeu Campos Queirós. (Editora Moderna)

Carmélia Cândida    08:31:14 — Arquivado em: Contos


3.1.10

Já repararam?

Quem prega demais alguma coisa geralmente é ou faz

exatamente o contrário daquilo que  prega.

 

Carmélia Cândida    17:18:51 — Arquivado em: Frases, Observações e impressões


30.12.09

A todos os meus amigos, a todos os leitores e visitantes deste blog…

 

Que no Ano Novo as esperanças, os sonhos e as

energias sejam renovadas

Que as conquistas feitas em 2009 sejam celebradas.

E que você tenha muitas e muitas histórias bonitas para contar.

 

  Superabraço!

Carmélia Cândida

 

 

Carmélia Cândida    21:16:58 — Arquivado em: Sem categoria


29.12.09

Vesperata: foi muito linda!

Foi LINDA  a Vesperata de Natal, realizada no último domingo, na Casa da Cultura. Foi muito bom ter participado! O espetáculo começou exatamente às 20 horas (ponto para os organizadores!). Graças aos céus, não choveu (caíram uns leves pingos mais para o fim do evento, mas logo cessaram). Um público enorme lotou os lugares disponíveis nas arquibancadas e nas cadeiras, e várias pessoas tiveram que assistir em pé. Foi um sucesso! O espetáculo está sendo elogiadíssimo.

 

Esta foi a 4ª edição, e o que vemos é que, a cada ano,  o espetáculo cresce em qualidade.

 

Parabéns, à diretora, Cláudia Silveira, ao Diretor de Cultura José Roberto Pereira, à secretária de Cultura Maiza Lage e toda a equipe da secretaria! Parabéns aos solistas, aos corais, à Banda de Música Santa Cecília, ao grupo de teatro e a todos que tornaram possível a realização da Vesperata.

 

E que esse evento não deixe de acontecer nos anos seguintes!


Carmélia Cândida    08:05:39 — Arquivado em: Eventos


25.12.09

4ª Vesperata de Natal em Pará de Minas

Neste domingo, 27de dezembro, acontecerá em Pará de Minas a 4ª Vesperata de Natal, promovida pela Prefeitura por meio da Secretaria da Cultura. A vesperata é um espetáculo lindo e emocionante, com banda de música, corais, solistas e grupo de teatro. O lindo casarão histórico da Casa da Cultura recebe iluminação especial para o evento, e é diante dele, em suas janelas e sacada que acontece todo o espetáculo, que reúne mais de cem pessoas em seu elenco. Um grande público comparece para apreciar o evento. Vale a pena ver! É um pecado perder.

Este ano, quem está na direção da vesperata é a atriz Cláudia Silveira, com o apoio de José Roberto Pereira, diretor dos dois anos anteriores, também ator do Maracutaia e o Diretor de Cultura do município.

Faço parte do elenco do teatro e sei que vai estar tudo muito lindo.  Amanhã faremos o último ensaio… Espero ver muita gente bacana por lá no domingo!

Carmélia Cândida    14:49:20 — Arquivado em: Eventos


15.12.09

Cirandeiros do conto. Entre na ciranda!

No ar o blog do grupo "Cirandeiros do Conto", do qual que eu faço parte. O "Cirandeiros" desenvolve um trabalho de contação de histórias na pediatria do Hospital N.S.ª da Conceição, em Pará de Minas,  iniciado em abril de 2009.  No blog, o grupo pretende partilhar  suas experiências no hospital, além de  postar histórias, poesias, vídeos e textos sobre a arte de contar histórias.

O blog  está lindo! Está com poucos dias de vida, mas ainda vai crescer muito.  Visite! Deixe comentários! Manifeste sua opinião, críticas e sugestões.

Clicando  na figura acima, você irá diretamente para o blog. Ou vá pelo endereço:  http://cirandeiras.blogspot.com/

Carmélia Cândida    09:43:16 — Arquivado em: Eventos, Pessoal, Variedades
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